Roupa e Maçanetas de Porta – Uma relação Casuística?

Compreender o homem passa também pela observação dos seus comportamentos e reacções. Ao estilo do “Gorilas na Bruma” tenho-me dedicado a esse estudo, da mesma forma discreta e pouco interventora.
Munida de binóculos (às vezes é preciso...), observo o comportamento dos machos, seja no seu habitat natural ou em cativeiro. E tento detectar padrões ou relações causa-efeito que nos permitam compreender melhor a espécie e actuar de forma pró-activa.
Durante este estudo prolongado e exaustivo, pude observar uma especial atracção que existe entre a roupa do homem e a maçaneta da porta.
Existindo uma maçaneta de porta livre, não obstante a proximidade de cabides, armários ou outros locais mais apropriados à colocação do vestuário, a maçaneta parece exercer um estranho fascínio e atrair de imediato qualquer tipo de peça de roupa que se encontre nas proximidades.
Existindo alguns comportamentos que se repetem frequentemente, pude arriscar um modelo matemático de regressão estatística e obter um resultado surpreendente.
As maçanetas atraiem qualquer peça de vestuário num raio aproximado de 100 a 200 metros: Mal o sujeito entra em casa observa-se o estranho fenómeno de imediata retirada das peças de vestuário e circulação em boxer’s pelas divisões. Não se trata portanto de um culto de exibição do corpo, mas sim de um fenómeno para-normal, em que estranho e enorme poder é exercido pelas maçanetas sobre os sujeitos.
Note-se que só a roupa masculina se acumula nas maçanetas, pelo que apenas o cérebro do homem sucumbe a este poderio. Existe um estudo a decorrer em paralelo, que utilizando a famosa lei da atracção dos corpos celestes, poderá concluir que o cérebro do Homem é mais pequeno que a maçaneta (daí o fenómeno gravitacional), mas ainda não está finalizado
As maçanetas acumulam peças de vestuário em camadas devidamente organizadas: primeiro as camisas pelo colarinho, seguidas das calças ainda com cinto. Esta organização em camadas mostra bem o poder com que estamos a lidar: os colarinhos entretelados, são o suporte perfeito para as calças menos compostas que por sua vez acumulam a função de arrastar as pernas pelo chão, recolhendo o cotão circundante.
As maçanetas mais treinadas conseguem ainda atrair as boxer’s (fenómeno mais nocturno), que com alguma ironia se vingam finalmente das calças, onde andaram escondidas todo o dia, ficando ostensivamente colocadas por cima. Ficam literalmente à mão de semear, pois mãos mais incautas que procuram abrir a porta sem olhar primeiro, poderão segurar as ditas pensado agarrar a maçaneta.
Ocasionalmente também uma gravata ou outra é apanhada no processo, sendo que a sua óbvia preferência vai necessariamente para debaixo das boxer’s.
É compreensível que depois de um longo dia de trabalho exista esta atracção pelo o aroma e calor emanado, semelhante a um SPA relaxante
Tentativas de eliminar as maçanetas das portas derivaram num ainda mais surpreendente fenómeno de dependuro das peças nas esquinas das portas ou dos armários.
Visualmente o efeito é imponente, um pouco fantasmagórico mas sem dúvida impressionante: peças dependuradas fazem lembra um quadro de Dali, ou em dias mais cinzentos um enforcamento.
Face a estes resultados, a experiência que sugiro será a colocação das maçanetas dentro dos armários e roupeiros, esperando que o enorme poderio consiga atrair as ditas peças de roupa para o seu local nativo.
Munida de binóculos (às vezes é preciso...), observo o comportamento dos machos, seja no seu habitat natural ou em cativeiro. E tento detectar padrões ou relações causa-efeito que nos permitam compreender melhor a espécie e actuar de forma pró-activa.
Durante este estudo prolongado e exaustivo, pude observar uma especial atracção que existe entre a roupa do homem e a maçaneta da porta.
Existindo uma maçaneta de porta livre, não obstante a proximidade de cabides, armários ou outros locais mais apropriados à colocação do vestuário, a maçaneta parece exercer um estranho fascínio e atrair de imediato qualquer tipo de peça de roupa que se encontre nas proximidades.
Existindo alguns comportamentos que se repetem frequentemente, pude arriscar um modelo matemático de regressão estatística e obter um resultado surpreendente.
As maçanetas atraiem qualquer peça de vestuário num raio aproximado de 100 a 200 metros: Mal o sujeito entra em casa observa-se o estranho fenómeno de imediata retirada das peças de vestuário e circulação em boxer’s pelas divisões. Não se trata portanto de um culto de exibição do corpo, mas sim de um fenómeno para-normal, em que estranho e enorme poder é exercido pelas maçanetas sobre os sujeitos.
Note-se que só a roupa masculina se acumula nas maçanetas, pelo que apenas o cérebro do homem sucumbe a este poderio. Existe um estudo a decorrer em paralelo, que utilizando a famosa lei da atracção dos corpos celestes, poderá concluir que o cérebro do Homem é mais pequeno que a maçaneta (daí o fenómeno gravitacional), mas ainda não está finalizado
As maçanetas acumulam peças de vestuário em camadas devidamente organizadas: primeiro as camisas pelo colarinho, seguidas das calças ainda com cinto. Esta organização em camadas mostra bem o poder com que estamos a lidar: os colarinhos entretelados, são o suporte perfeito para as calças menos compostas que por sua vez acumulam a função de arrastar as pernas pelo chão, recolhendo o cotão circundante.
As maçanetas mais treinadas conseguem ainda atrair as boxer’s (fenómeno mais nocturno), que com alguma ironia se vingam finalmente das calças, onde andaram escondidas todo o dia, ficando ostensivamente colocadas por cima. Ficam literalmente à mão de semear, pois mãos mais incautas que procuram abrir a porta sem olhar primeiro, poderão segurar as ditas pensado agarrar a maçaneta.
Ocasionalmente também uma gravata ou outra é apanhada no processo, sendo que a sua óbvia preferência vai necessariamente para debaixo das boxer’s.
É compreensível que depois de um longo dia de trabalho exista esta atracção pelo o aroma e calor emanado, semelhante a um SPA relaxante
Tentativas de eliminar as maçanetas das portas derivaram num ainda mais surpreendente fenómeno de dependuro das peças nas esquinas das portas ou dos armários.
Visualmente o efeito é imponente, um pouco fantasmagórico mas sem dúvida impressionante: peças dependuradas fazem lembra um quadro de Dali, ou em dias mais cinzentos um enforcamento.
Face a estes resultados, a experiência que sugiro será a colocação das maçanetas dentro dos armários e roupeiros, esperando que o enorme poderio consiga atrair as ditas peças de roupa para o seu local nativo.
3 Comments:
http://www2.polito.it/didattica/polymath/htmlS/Studenti/Ricerche/Massasso/Img/dali.jpg
Olá,
Bem, sendo um espécimen da raça observada devo-te dizer que dei uma valente gargalhada.
Mas o estudo não é completo ou seja, esqueceste-te da roupa que fica perdida na casa de banho ou espalhada pela casa (como os casacos) e não necessariamente pendurada nas maçanetas, portas ou afins...
Há uma invenção que é maravilhosa que é a cadeira que aguenta com pilhas de roupa...
Brilhante! Não poderia dissertar sobre o tema de forma mais esclarecedora... hehehe E sapatos? Sapatos literalmente largados, à espera dum tropeção... Há poucas coisas tão irritantes...
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